Com a chegada do inverno, veja como escolher o melhor tipo de aquecedor elétrico

Fonte: O Globo Online – 21.06.2018
Rio de Janeiro  — O inverno chega, oficialmente, nesta quinta-feira, mas a temperatura já vem caindo nas últimas semanas. Em muitas cidades do Sul e até mesmo do Sudeste do país, os termômetros atingem números próximo de zero grau e há registro de geada e, em algumas localidades, de neve. Além de tirar dos armários gorros, suéteres, botas e cachecóis, é comum as pessoas lançarem mão de aquecedores elétricos. No entanto, antes de correr para comprar o seu, vale a pena analisar o tamanho do ambiente e tipo de piso onde ele será instalado, além das características do modelo. Além disso, o tipo de aparelho pode fazer com que a conta de luz fique mais cara. Para orientar o consumidor, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) listou os seis tipos existentes nos mercados e apontou as vantagens e desvantagens de cada um:
– Incandescente : Modelo mais comum no mercado, principalmente devido ao seu baixo preço, esse aquecedor funciona por meio de resistências incandescentes protegidas por grades metálicas. Além do valor, uma grande vantagem é o seu bom desempenho, pois quase toda a energia consumida por ele é transformada em calor.
Esse tipo de aquecedor não é recomendado para quem tem crianças e animais de estimação em casa, já que ele pode causar queimaduras. Além disso, o calor não dissipa direito, e ele deixa o ambiente mais seco.
– Termoventilador: Esse aquecedor funciona de forma parecida com o incandescente, contudo a diferença é que esse modelo espalha o calor pelo ambiente por meio de um ventilador.
Sua vantagem é a facilidade de transporte. Já as desvantagens são: desempenho inferior ao do incandescente, deixando o ambiente mais seco e há risco de queimaduras.
– Cerâmico: Assim como os dois primeiros modelos, também conta com uma resistência para aquecimento. A diferença é que sua resistência é protegida por uma cerâmica, que retém o calor e depois o dissipa de forma mais uniforme através de uma ventoinha.
O seu barulho, semelhante ao do ar-condicionado, pode incomodar um pouco. Por outro lado, ele aquece mais rapidamente, pode ser portátil ou embutido na parede, não ressecam tanto o ar e ainda não pesam tanto na conta de luz.
– A óleo: Apesar do nome, este aquecedor também é elétrico. Por meio de resistências, o óleo dentro do radiador é aquecido, de um modo parecido com locais que possuem aquecimento central. Como o ar não entra em contato com a resistência, o ambiente não fica ressecado.
As desvantagens desse modelo são: o preço, geralmente mais caro que os outros modelos; aquecimento mais lento; e o gasto maior na conta de luz.
– Climatizador de ar: Com funcionamento parecido ao do ar-condicionado, serve tanto para aquecer o ambiente quanto para resfriar. O modelo custa mais do que os aquecedores elétricos comuns, mas você pode utilizá-lo o ano inteiro e ele não resseca o ambiente.
– Ar-condicionado split quente e frio: Bem mais potentes, o ar-condicionado split quente e frio pode ser uma ótima opção para quem deseja um aquecimento mais rápido, além de um aparelho que atende às suas necessidades tanto no verão quanto no inverno. O aparelho é silencioso, tem bom rendimento e tem a vantagem de ser usado como circulador de ar.
As desvantagens do modelo são: ressecamento do ambiente, devendo ser instalado por um profissional, ou seja, os custos aumentam com a sua instalação.
– Impacto no bolso: O uso de aquecedor elétrico pode ter um impacto negativo na conta de luz do consumidor. Em 2010, o Idec avaliou diversos tipos de aquecedores elétricos, de nove marcas diferentes, analisando 21 modelos no total. De acordo com a pesquisa, embora os preços dos aquecedores sejam até acessíveis, o aparelho pode se tornar um vilão na conta de luz. Segundo o levantamento realizado em São Paulo, um aquecedor ligado por oito horas ao dia, durante duas semanas, pode gerar um impacto entre R$ 50 e R$ 95 mensais na conta de energia, dependendo do modelo.
De acordo com o Idec, alguns hábitos podem ajudar a diminuir seu impacto na conta de luz. O instituto listou algumas dicas:
*  tirar o aparelho da tomada durante o período em que ele não está sendo usado;
*  prestar atenção se portas e janelas no ambiente estão fechadas;
*   usá-lo somente quando tiverem pessoas no local;
* comprar aparelhos elétricos identificados com o selo de eficiência energética, lembrando que os produtos classificados como A e B, consomem menos energia;
*  adquirir modelos que tenham tecnologia inverter, que gastam menos energia e mantém a temperatura estável.
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